IV
Na Escola Primária
Outubro, mil
oitocentos
E oitenta e um,
Teresinha
Entrava na Escola
Pública.
Não ficou lá
sozinha,
Pois, pra cuidar da
menina,
Tinha sua irmã
Celina.
Era ainda tão
pequena...
Tinha gente
lamentando:
- Nem nove anos
completou
E já está
estudando!
Pois até que teve
sorte ...
Fez-lhe bem, ficou mais
forte!
Como hoje em dia os meninos,
Mal nascem, vão pra
escola,
Nem crescer crescem
direito
Com o peso da
sacola,
Mas valeu pela
alegria
De ganhar mais uma
tia!
Mais que tia, a
professora
Foi outra mãe pra
Teresa:
Educadora
perfeita,
No carinho e na
firmeza ....
Toda a aula assistida
Era uma lição de
vida.
Que dizer das
coleguinhas,
Vindas de todas as
partes,
Cada uma com seus
hábitos
E também com suas
artes?
Teresinha até
brincou:
- O Convento já chegou?!
Aprendeu o que é
"deveres"
E também o que é
"direitos".
Os muitos caminhos
largos...
Pra seguir os mais
estreitos.
Por cada "direito"
seu,
Um "dever" nela nasceu.
Assim Teresa entendia
A importância do
recreio
Pra moldar
comportamentos,
Respeitar direito
alheio,
E domar cada
vontade:
- A vida em Comunidade!
Mas, o que mais adorava:
Ir à Capela
rezar.
De manhã, nos
intervalos,
De tarde e à noite,
ao deitar,
Não perdia um só
momento
Dali ir buscar
alento.

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