II
Morte da Mãe
Envolto com capa
preta,
Bateu o ciúme à
porta
Da família dos “Martin” ...
Só a fé os
reconforta!
Trava-se batalha
forte ...
Era a vida contra a
morte!
Dona Zélia adoeceu,
Não houve quem lhe
valesse;
O sofrimento era
tanto
Que a Deus pediu
que morresse ...
Mas pra filhinha
Teresa
Pediu vida e
fortaleza.
Abraçada ao corpo
inerte
De tão querida
mãezinha,
Promete ir vê-la no
Céu
E ser bem
comportadinha ...
Logo toda a
vizinhança
Quis adotar a
criança.
- Que será de Teresinha,
Agora só com seu
pai?
Precisa de quem a
adote
Se não, em breve, se
vai;
Era a voz de todo o
povo
Temendo luto de
novo.
Teresinha
apercebeu-se
Ser também preocupação
Da gente do povoado
...
E fez logo a
eleição,
Movida por voz
divina:
- Eu quero, pra mãe, Paulina.

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