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quinta-feira, 29 de maio de 2014

ENTRADA NO CARMELO


XIII

NO CARMELO


 
Chegou o dia sonhado
Da entrada no Convento!
Nunca sentira na vida
Tamanho contentamento...
Mas uma falta é notada:
- O Pai e o Tom ... e mais nada!
 
No Convento, Teresinha
Preparava com carinho
O dia de suas núpcias
Com seu Príncipe Divino,
Alheia aos comentários
Das freiras em seus diários.
 
Convite para esse dia
Foi coisa que não faltou
Nos moldes mais requintados,
Mas isso tudo gerou
Um ciúme violento
Dentro e fora do Convento.
 
Os tempos, porém, mostraram
Uma outra face da festa:
No dia a dia da vida,
A solidão é que resta !
Noivo? Só na eternidade;
Condição? A santidade.
 
São duras, muito pesadas,
As regras lá do Convento ...
A madre Superiora
Mais aumentava o tormento ...
Parecia que a maldade
Era a mãe do sofrimento!
 
 
Os padres nos seus sermões
 
Eram como os fariseus
Falavam muito de inferno
E pouco do amor de Deus.
Se não coisa que a aborreça,
Mas dava dor de cabeça.
 
Duros anos se passaram
De ilusão e realidade!
É preciso aqui morrer
Pra viver na eternidade;
A redenção é de Cristo
E nem todos sabem disto!
 
Aceitou o sofrimento,
Redobrou as orações
Pela conversão do mundo
E sucesso nas missões;
Fez assim grande enxoval
Pra se proteger do mal.
.
A clausura do Convento
Virou palácio de luz;
Ninguém mais disputou nada ...
Só as almas pra Jesus.
O fel amargo de outrora
Transformou-se em nova aurora.

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