XIII
NO CARMELO
Chegou o dia
sonhado
Da entrada no
Convento!
Nunca sentira na
vida
Tamanho
contentamento...
Mas uma falta é
notada:
- O Pai e o Tom ...
e mais nada!
No Convento,
Teresinha
Preparava com
carinho
O dia de suas
núpcias
Com seu Príncipe
Divino,
Alheia aos
comentários
Das freiras em seus
diários.
Convite para esse
dia
Foi coisa que não
faltou
Nos moldes mais
requintados,
Mas isso tudo gerou
Um ciúme violento
Dentro e fora do
Convento.
Os tempos, porém, mostraram
Uma outra face da
festa:
No dia a dia da
vida,
A solidão é que
resta !
Noivo? Só na
eternidade;
Condição? A
santidade.
São duras, muito
pesadas,
As regras lá do
Convento ...
A madre Superiora
Mais aumentava o
tormento ...
Parecia que a
maldade
Era a mãe do
sofrimento!
Os padres nos
seus sermões
Eram como os fariseus
Falavam muito de
inferno
E pouco do amor de
Deus.
Se não coisa que a
aborreça,
Mas dava dor de
cabeça.
Duros anos se
passaram
De ilusão e
realidade!
É preciso aqui
morrer
Pra viver na
eternidade;
A redenção é de
Cristo
E nem todos sabem
disto!
Aceitou o sofrimento,
Redobrou as orações
Pela conversão do
mundo
E sucesso nas
missões;
Fez assim grande
enxoval
Pra se proteger do
mal.
.
A clausura do
Convento
Virou palácio de
luz;
Ninguém mais
disputou nada ...
Só as almas pra
Jesus.
O fel amargo de
outrora
Transformou-se em
nova aurora.


Nenhum comentário:
Postar um comentário